A primeira peça de Fernando Moura, com cerca de trinta anos.De onde surgiu a idéia de fazer estas peças? Como tudo começou?
FM- Há cerca de trinta anos, experimentei tecer um pequeno cesto utilizando restos de cobre , e fiquei surpreendido com o resultado. Ainda guardo esse cesto, embora um pouco oxidado com o tempo.
Devido a uma menor procura e mesmo estagnação no sector da construção civil,onde trabalho desde há mais de 40 anos, vi-me forçado a permanecer em casa , onde redescobri este passatempo . O feedback positivo de algumas pessoas e entidades, levou-me a criar um atelier em casa onde calmamente produzo estas peças.
Porquê o Cobre?
FM -Sobretudo porque é um material bastante dúctil e maleável. Apesar da procura desenfreada deste material a nível mundial, é ainda possível encontrar material suficiente para produzir as minhas peças , utilizando exclusivamente restos de cablagem de cobre. Costumo desemembrar motores de electrodomésticos, e cablagens de candeeiros , para " aceder" a matéria prima.
Além disso, digamos que estou a fazer a minha parte no que toca a reciclagem e ao ambiente.
Qual tem sido a reacção das pessoas ao seu trabalho?
FM-Estou surpreendido pela positiva, pois não esperava que este passatempo se tornasse em algo em que as pessoas admirassem. Acredito que de facto esta actividade é única , e não penso exisitir mais alguém a fazer isto. Estive em Inglaterra, onde mostrei o meu trabalho pontualmente numa galeria, e as pessoas ficaram surpreendidas. Penso lá voltar a expor, mas desta vez com outros modelos mais elaborados.
Que tipo de peças constroi? Tem planos para as comercializar?
FM- Domino a técnica necessária para construir seja o que fôr, no tamanho que fôr necessário. È contudo um trabalho demorado e minucioso. Uma pequena peça, chega a demorar três dias a fazer. Gosto muito de fazer cestos e barcos típicos portugueses, mas já fiz um troféu para uma empresa, e um modelo de automóvel para um clube de marca. É virtualmente possível esculpir e criar qualquer peça. Costumo produzir pequenas peças que vendo em restaurantes e a vizinhos,familiares e amigos.
Como vê o futuro desta arte?
O futuro, como sabemos, é incerto para todos. Eu produzo estas peças, porque sinto que as tenho de produzir. Se entretanto houver interesse comercial por parte das pessoas ou entidades, tanto melhor. Estou disposto a expôr o meu trabalho e a comercializá-lo. è algo que faço com muito gosto.
( Fernando Moura ,62 anos, é um artista do Concelho do Seixal, e pode ser contactado por 96 440 8969)
FM- Há cerca de trinta anos, experimentei tecer um pequeno cesto utilizando restos de cobre , e fiquei surpreendido com o resultado. Ainda guardo esse cesto, embora um pouco oxidado com o tempo.
Devido a uma menor procura e mesmo estagnação no sector da construção civil,onde trabalho desde há mais de 40 anos, vi-me forçado a permanecer em casa , onde redescobri este passatempo . O feedback positivo de algumas pessoas e entidades, levou-me a criar um atelier em casa onde calmamente produzo estas peças.
Porquê o Cobre?
FM -Sobretudo porque é um material bastante dúctil e maleável. Apesar da procura desenfreada deste material a nível mundial, é ainda possível encontrar material suficiente para produzir as minhas peças , utilizando exclusivamente restos de cablagem de cobre. Costumo desemembrar motores de electrodomésticos, e cablagens de candeeiros , para " aceder" a matéria prima.
Além disso, digamos que estou a fazer a minha parte no que toca a reciclagem e ao ambiente.
Qual tem sido a reacção das pessoas ao seu trabalho?
FM-Estou surpreendido pela positiva, pois não esperava que este passatempo se tornasse em algo em que as pessoas admirassem. Acredito que de facto esta actividade é única , e não penso exisitir mais alguém a fazer isto. Estive em Inglaterra, onde mostrei o meu trabalho pontualmente numa galeria, e as pessoas ficaram surpreendidas. Penso lá voltar a expor, mas desta vez com outros modelos mais elaborados.
Que tipo de peças constroi? Tem planos para as comercializar?
FM- Domino a técnica necessária para construir seja o que fôr, no tamanho que fôr necessário. È contudo um trabalho demorado e minucioso. Uma pequena peça, chega a demorar três dias a fazer. Gosto muito de fazer cestos e barcos típicos portugueses, mas já fiz um troféu para uma empresa, e um modelo de automóvel para um clube de marca. É virtualmente possível esculpir e criar qualquer peça. Costumo produzir pequenas peças que vendo em restaurantes e a vizinhos,familiares e amigos.
Como vê o futuro desta arte?
O futuro, como sabemos, é incerto para todos. Eu produzo estas peças, porque sinto que as tenho de produzir. Se entretanto houver interesse comercial por parte das pessoas ou entidades, tanto melhor. Estou disposto a expôr o meu trabalho e a comercializá-lo. è algo que faço com muito gosto.
( Fernando Moura ,62 anos, é um artista do Concelho do Seixal, e pode ser contactado por 96 440 8969)
3 comments:
Good good good......
Muito interessante. Força.
obrigada por dar a conhecer conhecer este artista.
:)
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